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O Pampa na verdade é uma denominação brasileira da pelagem que nos USA, chamam de Tobiano, porém no Brasil, os criadores brasileiros apaixonados por esta pelagem decidiram fundar uma Associação chamada ABCPAMPA - Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pampa.




por Lúcio Sérgio Andrade

O Pampa conquistou fama mundial ao desempenhar seu papel de "bandido" nos filmes americanos de western e de guerra entre exércitos e índios. Montados pelos índios, geralmente a pêlo, estes cavalos coloridos, autênticos mustangs das pradarias americanas, ainda hoje encantam olhares de milhões de telespectadores em todo o mundo, seja pela beleza de sua pelagem e conformação, pela coragem, a velocidade, a agilidade.

Como raça, o cavalo Pampa já é mundialmente reconhecido através do "Paint Horse", o Pampa americano de tipo Quarto de Milha, ou pelo nome de "Pinto" (palavra de origem espanhola). A diferença principal entre ambos é que o "Pinto" não apresenta o tipo morfológico para o trabalho, que caracteriza a conformação do cavalo Quarto de Milha. A origem do Pampa americano, data de 1519, quando o explorador espanhol Hermando Côrtes trouxe para o continente americano uma tropa composta de 16 cavalos de guerra, entre os quais havia um branco com manchas escuras no ventre. Do cruzamento deste animal manchado com os nativos mustangs americanos originaram-se os cavalos "Pinto" e "Paint".

Povoado por manadas de cavalos selvagens, o oeste americano foi desbravado nas patas de cavalos pampas com suas pelagens alegres, tornando-se as montarias de preferência dos índios e, particularmente, dos índios Comanches, famosos pelas suas exímias habilidades como cavaleiros do oeste americano, mais velozes do que as cavalarias, diligências e trens. Os índios Comanches idolatravam os cavalos Pampas, acreditando serem os favoritos dos Deuses.

No Brasil, não há registro de uma data precisa da primeira introdução de animais pampas, mas acredita-se que a pelagem foi introduzida através de alguns poucos cavalos de origem bérbere, trazidos pelos colonizadores portugueses e, principalmente, pelos cavalos holandeses, quando da invasão de Pernambuco. Com estas raças, também foi introduzido no Brasil um tipo de andamento naturalmente marchado, razão pela qual o Pampa brasileiro apresenta, além de suas belíssimas variedades de pelagens, outro relevante fator diferencial de mercado: a marcha. Esta característica funcional qualifica o cavalo Pampa nacional como um eqüino ideal para o lazer - passeios, turismo eqüestre, cavalgadas, enduros de regularidade. No mercado internacional, um Pampa marchador é uma "jóia" de inestimável valor, e raridade!

A origem do nome pampa é a seguinte: Em meados do século XIX o brigadeiro Rafael Tobias Aguiar, vencido na revolta da província de Sorocaba, interior de São Paulo, fugiu com seu exército para o Rio Grande do Sul, onde aderiu à batalha dos Farrapos. A maioria dos soldados montavam cavalos pampas, inicialmente conhecidos no sul como tobianos. Quando do retorno à São Paulo, estes cavalos passaram a ser gradualmente conhecidos no resto do país como os cavalos dos "Pampas" (codinome do Estado do Rio Grande do Sul).

Ao contrário dos objetivos da APHA - American Paint Horse Association, a ABCPAMPA - Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa, não registra animais descendentes do Quarto de Milha e, praticamente, de todas as raças exóticas, a fim de não descaracterizar o tipo morfológico do Pampa nacional. O cavalo pampa brasileiro está sendo formado com base em um padrão morfológico internacional tipo sela, preservando-se todas as modalidades de andamentos, que exprimem o real significado de um animal de destinado a diversas funcionalidades.
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